Entre o toque e o algoritmo: estamos a perder a mão?
Código: SS-352
- Data: 02/03/2026 00:00:00
Resumo:
Este artigo analisa a evolução paradigmática da Fisioterapia desde a sua herança fundacional centrada no toque até à atual era digital, marcada pela prática baseada na evidência, avanços neurocientíficos e crescente desmaterialização dos cuidados. Argumenta-se que, embora cada mudança tenha reforçado a legitimidade científica da profissão, poderá ter contribuído para a progressiva relativização do toque terapêutico e da presença física enquanto elementos identitários distintivos. Num contexto dominado por protocolos, algoritmos e telessaúde, questiona-se se a Fisioterapia corre o risco de diluir o seu núcleo relacional. Defende-se a necessidade de reflexão crítica sobre o lugar do toque na prática contemporânea.