A liberdade de movimentos no trabalho de parto e a sua influência na duração do período expulsivo: revisão scoping
Código: SS-341
- Data: 15/12/2025 00:00:00
Resumo:
A liberdade de movimentos constitui um elemento essencial do parto fisiológico e humanizado, promovendo a autonomia da mulher e contribuindo para uma experiência de parto mais positiva, segura e centrada na parturiente. A presente Scoping Review tem como objetivo identificar a evidência científica sobre a influência da liberdade de movimentos durante o trabalho de parto na duração do período expulsivo, sistematizando práticas e posições maternas que contribuam para um parto mais eficiente, fisiológico e humanizado. A revisão foi conduzida segundo as recomendações do Joanna Briggs Institute (JBI) e do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews – SRs (PRISMA-ScR), utilizando a estratégia de pesquisa (População: parturientes; Conceito: liberdade de movimentos e duração do período expulsivo; Contexto: 1.º/2.º estadio do trabalho de parto, com foco no período expulsivo) (PCC). A pesquisa foi realizada nas bases de dados CINAHL Complete, MEDLINE Complete, PubMed e Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP), abrangendo estudos em português, inglês e espanhol. Foram incluídos quinze estudos internacionais de diferentes metodologias. A análise revelou que a mobilidade materna e as posições verticalizadas favorecem a eficácia das contrações uterinas, a descida e rotação fetal, e estão associadas à redução da duração do período expulsivo, bem como ao aumento do conforto e da satisfação da mulher. Evidências recentes reforçam o papel da verticalidade na diminuição do tempo de expulsão, confirmando o impacto positivo da liberdade de movimentos na fisiologia e vivência do parto. Conclui-se que a promoção da liberdade de movimentos e da posição escolhida pela mulher deve ser uma prática clínica prioritária, sustentada por evidência científica e enquadrada nos princípios da humanização, autonomia e segurança materna.---------------------------------------------------------------------------------- DOI: https://doi.org/10.67012/IHWE1611
Ana Filipa Martins
ESSCVP